O presidente do CHEGA, André Ventura, reagiu esta terça-feira à aprovação, na Assembleia da República, de uma iniciativa que visa a ilegalização do partido. Numa declaração curta, mas carregada de tom combativo, Ventura garantiu que a decisão não travará a ação política do CHEGA.
“Podem tentar as vezes que quiserem e fazer os números de circo que quiserem, mas uma coisa é certa: não nos vão calar nem nos vão impedir de lutar por Portugal!”, afirmou o líder partidário, poucas horas depois de conhecida a votação em plenário.
A iniciativa aprovada resulta de um processo parlamentar que aponta alegadas violações dos princípios constitucionais por parte do CHEGA. Os proponentes defendem que o partido ultrapassou limites legais no seu discurso e atuação política. O CHEGA rejeita essa leitura e fala numa tentativa de silenciamento político.
Ventura enquadrou a decisão como mais um episódio de confronto com o sistema político. Disse que o partido continuará ativo no Parlamento e fora dele, sublinhando que a base eleitoral do Chega “não se intimida com manobras institucionais”.
A aprovação da iniciativa não implica, para já, a extinção imediata do partido. O processo segue agora os trâmites legais previstos, podendo envolver apreciação judicial. Até lá, o CHEGA mantém representação parlamentar e atividade política regular.
Nos corredores de São Bento, o clima manteve-se tenso ao longo do dia. Entre aplausos discretos e críticas duras, ficou claro que o tema está longe de encerrado.
