O tema da falta de uma variante rodoviária em Vila Verde volta a estar em cima da mesa, com críticas cada vez mais sonoras à governação local. Um condutor, em mensagem dirigida ao executivo municipal liderado pelo PSD há mais de duas décadas, resumiu o sentimento de muitos: “Estou parado no trânsito!!! Como eu, muitos vila-verdenses todos os dias!!!”
As queixas não são de agora. Desde 1998 que o projeto da variante a Vila Verde existe em papel, mas nunca avançou para o terreno. Entretanto, concelhos vizinhos já concluíram as suas variantes, garantindo maior fluidez no trânsito urbano e melhores condições de mobilidade.
Em 2022, no início do atual mandato, a presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes, afirmou em entrevista pública que iria cumprir vários objetivos estruturantes ao longo dos quatro anos de governação, entre eles a resolução do problema da circulação no centro da vila. Agora, em 2025, aproxima-se o fim do mandato e muitos cidadãos perguntam: “Trabalho feito?”
A pressão aumenta à medida que os congestionamentos se tornam diários, sobretudo nas horas de ponta, prejudicando não apenas condutores mas também o comércio local, serviços e qualidade de vida dos habitantes.
O apelo lançado ecoa como uma chamada à ação: “Que fazemos, vila-verdenses?”
Resta agora perceber se o próximo ciclo político trará finalmente a concretização de uma obra há muito considerada prioritária para o desenvolvimento do concelho.
