Os funcionários da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Braga manifestaram-se esta segunda-feira para exigir o pagamento de subsídios em atraso e alertar para a situação financeira preocupante da instituição.

Ana Rodrigues, representante do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), criticou a falta de resposta da direção da APPACDM e destacou que ainda não foram pagos o subsídio de férias de 2023 e o subsídio de Natal de 2024. Além disso, não há garantias para o pagamento dos subsídios referentes a 2024 e 2025.

A sindicalista alertou que a instabilidade financeira da instituição coloca em risco cerca de 170 postos de trabalho e o atendimento a 300 utentes com deficiência mental. O CESP, que representa a maioria dos trabalhadores da APPACDM, tem tentado negociar um plano de pagamento, mas a direção mantém-se em silêncio, aumentando a incerteza entre os funcionários.

Para dar visibilidade à situação, os trabalhadores organizaram um protesto, com uma concentração em frente a uma das valências da APPACDM, em São Lázaro, seguido de um desfile até ao Centro Distrital da Segurança Social.

O presidente da APPACDM de Braga, Bruno Silva, reconheceu a falta de verbas para pagar os subsídios, mas negou qualquer discriminação em relação aos sindicatos. No entanto, sublinhou a necessidade de manter uma postura de respeito e correção nas negociações.

Desde que assumiu a liderança da APPACDM, em fevereiro de 2024, Bruno Silva tem alertado para o grave défice financeiro da instituição, que pode ultrapassar os três milhões de euros. Em declarações à Lusa, em dezembro, afirmou que a situação é crítica e que não existe uma solução imediata para resolver o problema.