Na freguesia da Vila de Prado, no concelho de Vila Verde, em especial na zona da Ramalha (ruas 1, 3 e 8), estão a ser identificadas situações preocupantes com possível impacto na saúde pública. A denúncia foi formalmente comunicada à Direção-Geral da Saúde (DGS) e à Unidade de Saúde Pública (UESP) pelo ambientalista Carlos Dobreira.

Durante a noite, o mal-estar e a indignação foram evidentes entre moradores e transeuntes, perante a acumulação de resíduos junto aos ecopontos, a morosidade na recolha e o comportamento pouco cívico de alguns cidadãos. A situação de falhas na recolha de lixo continua a agravar-se em Vila Verde, gerando cada vez mais protestos. Já há quem defenda a criação de uma petição para exigir mudanças, perante o que muitos consideram um cenário insustentável. Um dos habitantes desabafou: “Cheira a podre em todo o concelho”, divulgando imagens que mostram o lixo acumulado em vários locais.

A empresa Luságua assumiu recentemente a responsabilidade pela recolha de resíduos sólidos urbanos no concelho, iniciando operações esta semana. No entanto, o período de transição, com a entrada de novas equipas, tem causado vários problemas, resultando em montes de lixo por recolher em diferentes freguesias.

De acordo com a Câmara Municipal, os atrasos e falhas no serviço já deveriam ter sido ultrapassados, tendo em conta que o novo calendário e os circuitos definidos no contrato de concessão estavam previstos para estar totalmente operacionais há cerca de duas semanas. Apesar disso, persistem irregularidades em muitas zonas do concelho.

O novo contrato de concessão, adjudicado após um concurso internacional lançado pelo Município, tem uma duração de 10 anos e contempla a expansão do serviço a zonas que anteriormente não eram abrangidas. Em algumas áreas, os dias de recolha foram ajustados para melhor corresponder às necessidades da população.

Foi ainda reforçada a frequência da recolha em zonas mais urbanizadas e populosas, enquanto freguesias mais periféricas — que antes tinham apenas uma recolha semanal — deveriam passar a contar com duas. Contudo, esse reforço ainda não se verifica de forma consistente.

Durante esta fase inicial, têm sido identificadas falhas operacionais associadas à adaptação das novas equipas. A autarquia pede paciência e colaboração à população, garantindo que estão a ser mobilizados meios adicionais para resolver os problemas e minimizar os efeitos negativos.

A recolha de resíduos em Vila Verde tem sido, ao longo dos anos, um tema sensível, com várias críticas à atuação do executivo municipal, liderado pelo PSD, por alegadas falhas na resolução estrutural da questão. O novo contrato com a Luságua – Serviços Ambientais, no valor de 8,1 milhões de euros, foi adjudicado após a análise das propostas apresentadas ao concurso público. A sua execução, contudo, começa sob forte contestação popular.