Desde o início de julho de 2025, o concelho de Vila Verde tem enfrentado críticas devido a falhas na recolha de resíduos sólidos urbanos. A empresa Luságua – Serviços Ambientais, S.A. assumiu a gestão do serviço a 1 de julho, substituindo a operadora anterior. Contudo, a transição tem sido marcada por acumulação de lixo nas ruas, odores desagradáveis e perturbações no funcionamento habitual do serviço, especialmente nas freguesias de Vila de Prado e Moure.

Em resposta às críticas, a Luságua emitiu um comunicado reconhecendo os “desafios operacionais” iniciais e implementando medidas corretivas, como o reforço das equipas no terreno e a otimização dos circuitos de recolha. A empresa também tem mantido um diálogo contínuo com a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia para encontrar soluções eficazes.

Apesar desses esforços, a população continua a expressar insatisfação. Uma petição pública exige a suspensão da cobrança da taxa de resíduos urbanos para o mês de julho e para os meses seguintes, caso o problema não seja resolvido. Os munícipes argumentam que, não sendo responsáveis pela gestão do serviço, apenas devem pagar por um serviço que efetivamente usufruem.

O contrato com a Luságua foi atribuído através de um concurso internacional promovido pelo Município, com uma proposta de 8,1 milhões de euros e uma duração de 10 anos. A autarquia comprometeu-se a resolver os problemas operacionais no início da próxima semana, altura em que se prevê o arranque dos novos circuitos e calendário definidos no contrato de concessão.

A Câmara Municipal apela à colaboração e compreensão da população durante este período de transição, assegurando que está a ser feito um esforço adicional para corrigir as falhas e minimizar os incómodos.

A petição encontra-se disponível online na plataforma Petição Pública, onde os munícipes podem manifestar o seu apoio à causa: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT126366&sfnsn=wa