A Comissão Concelhia de Vila Verde do PCP lançou esta semana um apelo directo aos trabalhadores do concelho para aderirem à greve geral marcada pela CGTP-IN para 11 de Dezembro. A estrutura comunista tem passado pelos parques industriais e por pequenos serviços espalhados pelas freguesias, recolhendo relatos de receio perante o chamado “Pacote Laboral” do Governo.
Segundo o PCP, muitos trabalhadores manifestaram inquietação com o que consideram ser um avanço acelerado da precariedade. Falaram de contratos a termo mais longos, empresas a recorrerem a outsourcing para funções permanentes e receios de despedimentos facilitados. Noutros sectores, o desabafo centrou-se nos horários: turnos irregulares, o banco de horas individual a ganhar terreno e a sensação de que o tempo pessoal e familiar começa a ceder perante exigências constantes. Houve ainda quem sublinhasse o risco de perda de poder de compra e o impacto que alterações na contratação colectiva podem vir a ter no quotidiano laboral.
No comunicado distribuído, o PCP acusa PSD, CDS, Chega e IL de patrocinarem uma “cruzada” que, na sua leitura, favorece interesses patronais à custa dos direitos da maioria. A concelhia considera que o momento obriga a uma resposta “firme” e insiste que a greve geral será um teste à capacidade de mobilização dos trabalhadores de Vila Verde, tanto do sector público como do privado.
O partido defende que só a pressão organizada poderá travar medidas que, afirma, representam um “retrocesso civilizacional”. E termina com um apelo: que o dia 11 de Dezembro seja encarado como um sinal claro de que os trabalhadores não aceitam perder rendimento nem ver recuar garantias consideradas essenciais.
