A estrada que passa em frente à EB 2,3 (Básica) de Vila Verde transforma-se num pequeno caos. O cenário repete-se todos os dias: dezenas de carros encostam à berma, outros ocupam metade da via enquanto os pais esperam pelos filhos, e o trânsito fica praticamente parado durante vários minutos. Para muitos condutores que usam esta estrada como desvio ao centro da vila — considerada a única alternativa para evitar o miolo urbano — a situação tornou-se insustentável.
Ao longo desta semana, quem circulou por ali ouviu buzinadelas, viu filas que chegavam a cortar a ligação aos bairros vizinhos e notou um irritação crescente entre automobilistas que nada têm a ver com a escola. “É sempre a mesma coisa. Ou param em segunda fila ou deixam o carro onde calha. Nós é que ficamos presos”, lamentava ontem um condutor que seguia para o trabalho no turno da tarde.
O pico mais crítico coincide com a saída das 17h15 e 18h00, momento em que a maioria dos encarregados de educação prefere o carro ao transporte escolar. Os autocarros que servem os alunos continuam a ser poucos e nem sempre coincidem com o horário letivo, o que deixa muitos pais sem alternativa. Ainda assim, quem depende daquela via para atravessar Vila Verde diz que o problema já ultrapassou o razoável.
Entre queixas, surge também um pedido repetido: mais transporte público. “Se houvesse carreiras frequentes, evitava-se muito disto”, apontava uma moradora que usa a estrada diariamente para levar o filho mais pequeno à escola. A ideia ecoa entre automobilistas que defendem que o município precisa de reforçar autocarros dedicados à EB 2,3, sobretudo nas horas críticas, para que menos pais sintam necessidade de usar o carro.
Até lá, o entupimento promete continuar. E Vila Verde, que já vive condicionada pelo trânsito no centro, arrisca ter na sua principal alternativa mais um ponto de saturação diário.
