Há em Vila Verde uma espécie muito peculiar de cidadão. Não aparece, não assina, não fala de frente nem assume o que pensa. Vive nas sombras dos comentários anónimos do Facebook, escondido atrás de perfis falsos ou de nomes verdadeiros com intenções fingidas. São os covardes de Vila Verde, e, como os porcos que vagueiam pelos carvalhais, adoram landras.

Sempre que escrevo um artigo de opinião no Semanário Vox, onde exerço o meu direito de cidadania ativa e partilho reflexões que incomodam o poder ditatorial instalado, não tarda a chegar o habitual enxame de “bots” e bajuladores de ocasião. Curiosamente, nunca os vi indignados quando os serviços camarários falham, quando a água escasseia no Verão, quando o lixo se acumula com cheiro nauseabundo nas ruas, ou quando se cometem disparates urbanísticos, como uma estação de combustível em frente a um cemitério.

O que os incomoda, ao que parece, é que eu tenha a ousadia de questionar a gestão de Júlia Fernandes, presidente da Câmara Municipal, e de José Manuel Fernandes, ex-Presidente da Câmara. São ambos quadros ditatoriais do PSD, que alguns julgam inatacáveis, como se fossem donatários medievais de uma terra que, pelo andar da carruagem, parece mais um feudo do que um município democrático e transparente.

A estratégia é velha: não respondem aos factos, atacam quem os diz. Não apresentam argumentos, lançam insinuações. Não enfrentam as críticas, organizam campanhas orquestradas de desinformação e linchamento virtual. É assim que os covardes de Vila Verde agem: aos grunhidos e em bando, como quem teme a luz da verdade.

Mas deixem-me ser claro: não me calarão. A liberdade de expressão é um direito conquistado e consagrado. E mais: é um dever cívico, sobretudo quando há tanto a corrigir e a denunciar. Se incomoda, é porque toca na ferida. Se provoca ataques, é porque acerta no alvo.

Por isso, aos que me insultam com recurso a “bots”, etc., aos que difamam sem saber e aos que se escondem atrás de teclados como quem se esconde atrás de paredes, deixo um recado: continuem a lamber as botas dos vossos senhores e a comer as vossas landras. Eu continuarei a escrever, a expor e a defender Vila Verde, porque não fui feito para me silenciarem nem para a vassalagem.