Vila Verde vive tempos difíceis. Quem percorre as suas vias sente o cheiro nauseabundo do lixo acumulado, abandonado à sua sorte nos contentores e passeios. Um cenário que em nada dignifica o concelho e que envergonha os seus cidadãos. A responsabilidade tem nome: Júlia Fernandes, presidente da Câmara Municipal, cuja gestão tem deixado muito a desejar.
A origem do problema está, alegadamente, na contratação precipitada de uma nova empresa de recolha de resíduos, sem qualquer garantia da sua capacidade ou qualidade de serviço. Resultado: contentores a transbordar, lixo espalhado pelos passeios e não só, e um odor insuportável a invadir zonas habitacionais, comerciais e escolares. Uma verdadeira bandalheira ambiental e sanitária, com consequências para a saúde pública e para a imagem do concelho.
Enquanto os Vila-Verdenses lidam com este caos, a presidente parece mais preocupada em bater recordes de danças folclóricas, como o famoso Vira, do que em resolver os problemas estruturais do município. Há prioridades que se revelam nas decisões. E Júlia Fernandes tem revelado as suas: o espetáculo acima da responsabilidade.
Não é apenas o lixo. Recentemente foi aprovada, sem pudor, a construção de uma estação de abastecimento de combustível mesmo em frente ao cemitério de Vila Verde, uma decisão que indignou a população, que a considera um atentado ao respeito pelos mortos e uma aberração urbanística. Quem ganha com estas decisões?
Ainda neste verão, várias freguesias do concelho têm enfrentado cortes no abastecimento de água pública. Sem planeamento, sem soluções. Mais uma prova de que a gestão autárquica se tem pautado pela impreparação e pelo desinteresse pelo bem-estar dos Vila-Verdenses.
Perante tantos disparates, a pergunta impõe-se: estamos perante mera incompetência ou haverá algo mais por detrás destas decisões? Comentários nos bastidores locais falam de possíveis luvas, contrapartidas e favores que beneficiariam alguns. Acusações que exigem esclarecimentos urgentes e, eventualmente, investigações.
Os cidadãos de Vila Verde merecem mais. Merecem uma autarquia que os sirva com seriedade, transparência e competência, não uma gestão de fausto folclórico, más decisões e suspeitas cada vez mais difíceis de ignorar.
O lixo nas vias do concelho pode ser apenas a face visível de algo muito mais podre!
