O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou esta quarta-feira que uma das prioridades do Governo para melhorar a eficiência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passa por reduzir a fatura do Estado junto dos seus fornecedores, sem cortar na assistência nem nos recursos disponíveis.
Em declarações aos jornalistas, após participar numa conferência na Culturgest, em Lisboa, Montenegro sublinhou que o objetivo é garantir uma gestão mais rigorosa dos recursos e negociações mais favoráveis com os principais fornecedores do setor público, nomeadamente nas áreas de equipamentos, medicamentos e serviços de recursos humanos.
“Ao contrário daquilo que se diz, o caminho não se faz cortando nem assistência, nem meios alocados para as unidades de saúde. O caminho é o do rigor e de uma melhor negociação com os fornecedores do Estado”, afirmou.
O chefe do Governo rejeitou a ideia de que o seu executivo esteja a preparar cortes no SNS, salientando o aumento significativo do orçamento do setor ao longo da última década — de oito mil milhões de euros para 18 mil milhões.
Montenegro recordou ainda o exemplo de Paulo Macedo, atual presidente da Caixa Geral de Depósitos, que entre 2011 e 2015 foi ministro da Saúde e conseguiu, segundo o primeiro-ministro, melhorar a eficiência do sistema sem comprometer o serviço público.
Com esta estratégia, o Governo pretende reforçar a sustentabilidade financeira do SNS, ao mesmo tempo que procura responder às necessidades dos profissionais e dos utentes, num contexto de pressão crescente sobre os serviços de saúde.
