As escolas secundárias da Póvoa de Lanhoso e de Vila Verde receberam, ao longo do dia, várias ações de sensibilização dirigidas aos alunos. Conversas francas, exemplos reais, dados que por vezes custam a ouvir, mas que ajudam a perceber a dimensão de um problema que continua presente em demasiadas casas.

A iniciativa juntou professores, técnicos especializados e elementos da Guarda Nacional Republicana, que sublinharam a importância de reconhecer sinais de alerta e de saber onde procurar ajuda. Houve perguntas diretas dos jovens, pequenas hesitações, até algum silêncio pesado antes de alguém arriscar uma dúvida mais difícil. Tudo conta quando se tenta desmontar preconceitos e abrir espaço para falar de violência física, sexual e psicológica.

A GNR recorda que está sempre disponível para receber e apoiar mulheres em situação de risco, garantindo todos os esforços necessários para a sua proteção. Insistiram nisso mais do que uma vez: ninguém tem de enfrentar o perigo sozinho.

O recado final ficou claro para todos — combater a violência contra as mulheres não é tarefa de meia dúzia de pessoas. É um compromisso coletivo, diário, que começa muitas vezes na forma como ouvimos, como acreditamos, como intervimos.