A Assembleia da República aprovou a revisão da lei da nacionalidade, na sequência de um entendimento político alcançado entre o Chega, o PSD e o CDS-PP, permitindo viabilizar um diploma que tem marcado o debate político nas últimas semanas.
O acordo, anunciado anteriormente pelo Chega, resultou de negociações entre os partidos e deu origem a um texto conjunto, que introduz alterações à legislação em vigor. Entre as principais mudanças está a possibilidade de perda de nacionalidade em determinadas situações, através de alterações ao Código Penal. Segundo os partidos envolvidos, a viabilização da proposta implicou cedências de todas as partes.
A aprovação do diploma gerou reações políticas distintas. Do lado do Chega, o deputado Filipe Melo, também vereador em Vila Verde, recorreu às redes sociais para comentar o desfecho, afirmando: “Aprovamos a nova Lei da Nacionalidade”. Numa mensagem dirigida ao PS e à esquerda, acrescentou ainda: “habituem-se” “Rennie” “Halibut”, acompanhando a publicação com referências críticas em tom provocatório.
A revisão da lei da nacionalidade surge num contexto de forte discussão política, com posições divergentes entre os vários partidos sobre os critérios de atribuição e perda de nacionalidade portuguesa. Com a aprovação agora alcançada, o diploma segue para as próximas etapas legislativas.
