O CHEGA marcou, esta semana, a sua estreia na Assembleia Municipal de Vila Verde. Foi a primeira participação do novo grupo municipal do partido, numa sessão dominada pela discussão do Orçamento Municipal e das Grandes Opções do Plano para o próximo ano.
O grupo é liderado por Ellisabete Rodrigues e integra ainda Júlio Zamith, Luísa Feio, Isabel Malheiro, Jorge Oliveira, Sérgio Chorão, Cássio Chaves e Filipe Melo.
Na intervenção, o CHEGA deixou críticas claras ao documento apresentado pelo executivo. Considera que o GOP define prioridades de forma genérica, com pouca exigência política e escassa capacidade de avaliação. “Mais um documento de intenções do que um verdadeiro plano estratégico”, foi a ideia deixada, sublinhando a ausência de dados concretos sobre onde serão feitos os investimentos anunciados, quando avançam e quem deles beneficiará.
Apesar da referência a milhões de euros para investimento, o grupo municipal aponta a falta de respostas práticas no terreno. Nesse sentido, defendeu a necessidade de passar das promessas à execução, elencando várias prioridades.
Entre elas está a conclusão e valorização do Parque da Vila, descrito como um espaço central que continua inacabado. Foi também referido o melhoramento das rotundas, com destaque para a rotunda do Autarca, e intervenções reais nas escolas, sobretudo nos espaços exteriores, para garantir conforto e segurança durante o inverno.
O CHEGA abordou ainda o parque infantil no centro da vila, defendendo a retirada da chamada “boneca” e a sua integração numa rotunda, bem como a remodelação do parque para o tornar inclusivo e utilizável ao longo de todo o ano. Quanto à futura casa mortuária, o grupo entende que a obra deve já prever a possibilidade de integrar um crematório, evitando investimentos considerados incompletos.
Outro dos pontos debatidos foi o aumento do cheque-bebé de 250 para 350 euros. Apesar de reconhecer a utilidade do apoio, o CHEGA critica a sua limitação às farmácias do concelho. Argumenta que o nascimento de uma criança envolve muito mais do que medicamentos e que a abertura do apoio ao comércio local teria um impacto mais amplo, ajudando famílias e dinamizando a economia local.
A intervenção incluiu ainda uma reivindicação antiga no concelho: água e saneamento para todas as freguesias. O partido rejeita a existência de “freguesias de primeira e de segunda” e considera esta uma condição básica de dignidade no século XXI.
No final, a mensagem foi deixada sem rodeios. O CHEGA afirma que Vila Verde precisa de menos anúncios e mais obras concluídas. Critica a falta de respostas sociais, o que considera ser um fraco apoio à juventude e um atraso no desenvolvimento cultural e social do concelho.
Recorrendo a palavras da própria presidente da Câmara, o grupo municipal lembrou que as obras têm início, meio e fim. “Em Vila Verde”, concluiu, “o meio arrasta-se e o fim nunca aparece no horizonte”.
