O Bar Académico de Braga, encerrado desde abril após a morte de um jovem de 19 anos num episódio de violência que abalou a cidade, prepara-se para reabrir portas — mas com regras mais apertadas e acesso limitado à comunidade universitária.

A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) lançou um concurso público para a exploração do espaço, aberto até 24 de novembro. O contrato terá a duração de dois anos e impõe várias obrigações ao futuro concessionário: desde o cumprimento dos preços definidos pela AAUM até a um investimento imediato na requalificação infraestrutural, funcional e estética do bar. A decisão do júri será conhecida a 26 de novembro.

A reabertura surge meses depois da madrugada trágica de 12 de abril, quando confrontos dentro e fora do BA terminaram com um jovem esfaqueado. Nem a vítima nem o alegado agressor tinham ligação à Universidade do Minho. Três dias após o crime, e após uma visita conjunta ao local envolvendo o reitor, o presidente da AAUM e a PSP, foi determinado o encerramento do espaço.

O edifício pertence à Universidade do Minho e está cedido à Associação Académica, que ao longo dos anos tem optado por concessionar a sua exploração a empresários ligados ao setor. Agora, com novas condições e um controlo mais apertado, o objetivo é devolver o bar aos estudantes, preservando o caráter universitário e reforçando as condições de segurança.