Chuva intensa, vento forte e trovoadas deixaram esta quarta-feira grande parte do país em alerta. Entre a meia-noite e as 7h00, a Proteção Civil registou 150 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo inundações e quedas de árvores. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera contabilizou mais de 30 mil descargas elétricas ao longo da madrugada.

À exceção de Bragança, todos os distritos de Portugal continental estiveram sob aviso laranja devido à chuva persistente e risco de cheias repentinas. A situação resulta da passagem de uma superfície frontal fria, com intensidade moderada a forte, que está a atravessar o território.

Durante o dia, o aviso deverá passar para amarelo, mas mantém-se o alerta para períodos de chuva forte acompanhada de trovoada. Há também avisos devido ao vento, que poderá atingir rajadas de 80 quilómetros por hora no litoral e chegar aos 100 quilómetros por hora nas terras altas.

A zona de Lisboa foi uma das mais afetadas. Os Bombeiros Sapadores registaram 47 ocorrências, maioritariamente pequenas inundações e a queda de ramos e árvores. Ao contrário do que é habitual em episódios de chuva intensa, não se verificaram problemas significativos nos túneis da cidade.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, das 150 ocorrências registadas, 91 foram inundações e 42 quedas de árvores. A maioria concentrou-se nas regiões de Lisboa, Setúbal e Oeste, mas sem danos significativos ou feridos.

A agitação marítima também deverá aumentar ao longo do dia. O IPMA antecipou ondas que podem chegar temporariamente aos seis metros na costa ocidental, sobretudo entre esta noite e a madrugada de quinta-feira. Está emitido aviso laranja para o mar nesse período.

No Porto, a circulação pedonal e automóvel na Foz do Douro permanece interrompida desde terça-feira ao fim da tarde, por precaução. O trânsito só será retomado quando as condições melhorarem.

Em Vila Franca de Xira, zona habitualmente sensível a cheias pelo contacto com o Tejo, houve quedas de árvores, mas sem danos relevantes ou situações de risco para a população.